[Artigo] Mobilidade e independência funcional do idoso.

[Artigo] Mobilidade e independência funcional do idoso.

Tempo de leitura: 3 minutos

O envelhecimento é marcado por uma série de alterações que ocorrem gradativamente.

As alterações estruturais e funcionais variam muito entre os idosos e podem ser influenciados por acometimentos ou doenças.

Deve-se estabelecer limites entre a senescência (alterações naturais e esperadas do envelhecimento) e a senilidade (alterações patológicas).

Com o aumento da expectativa de vida, a visão que se tem do idoso (postura e funcionalidade), se modificou. Uma pessoa, por exemplo, com 60 anos, que no passado era considerada pouco ativa, hoje em dia é muito diferente.

Mobilidade pode ser definida como a capacidade de movimentação, de forma independente e segura, de um lugar para outro, contribuindo para a execução de tarefas como transferências, trocas posturais e deambulação, possibilitando a realização de atividades de vida diária (AVD) e está diretamente relacionada à independência funcional,  níveis de atividade e participação (Ferrer, 2011; Perracini e Gazzola, 2011; Vans Swearingen et. al., 2011; Pahor et. al., 2014).

A mobilidade normal está associada com a preservação da capacidade de marcha e do equilíbrio estático e dinâmico. Essas funções dependem de processos neurais que envolvem sistemas motores, sensoriais e cognitivos, além da integralidade do sistema musculoesquelético.

Temos que diferenciar também capacidade de desempenho. Capacidade é aquilo que uma pessoa pode fazer, em seu ambiente padrão, como tomar banho de forma independente, alimentar-se sem ajuda de terceiros ou transferir-se da cama para a cadeira (CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade). Desempenho é definido como o que a pessoa realmente faz no seu ambiente usual (OMS – Organização Mundial da Saúde).

A mobilidade está relacionada também com o ambiente, que pode gerar facilidades ou dificuldades (exemplo: escadas, falta de adaptações, etc.).

A visão tem o papel fundamental no controle postural de idosos. O envelhecimento dos sistemas sensório-motores envolvidos no controle postural pode ser a causa principal de alterações de equilíbrio e das quedas de idosos.

A deficiência de equilíbrio de idosos está muito relacionada com a diminuição da força dos músculos extensores antigravitacionais.

Idosos com prejuízo de mobilidade geral diminuem a participação em atividades fora do domicílio, especialmente na ausência de ambientes facilitadores (Shumway Cook et. al. 2003; Ferrer, 2011).

É importante uma avaliação da mobilidade com exame físico das articulações; força muscular (estática e dinâmica) e marcha.

Existem diversos testes disponíveis para a avaliação da mobilidade do idoso, que permitem o acompanhamento da resposta ao tratamento, visualização objetiva do desenvolvimento do indivíduo e facilitam a comunicação entre profissionais por meio da padronização da avaliação e linguagem.

Os mais usados são: Timed Up and Go (TUG), Dynamic Gait Index (DGI) e Short Physical Performance Battery (SPPB). (Ferrer, 2011; Savino et. al., 2014).

O trabalho da fisioterapia e da educação física, cada um no seu tempo e necessidades, são importantes para a melhora da qualidade de vida e da autonomia dos idosos. É importante também, independente da limitação ou não, de doença ou não, colocar o idoso como SUJEITO do seu envelhecer.

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Um grande abraço,

Cleide Cristiane Fornasiero Gerth
Fisioterapeuta – H.C.Saúde

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